A convocação de Leister foi proposta pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, que apontou a urgência desta oitiva. O senador fundamentou seu pedido nas recentes e alarmantes revelações veiculadas pela imprensa, as quais foram sustentadas por documentos internos da Meta. De acordo com essas informações, a empresa teria gerado uma receita estimada em US$ 16 bilhões apenas em 2024, oriunda de anúncios relacionados a fraudes e produtos proibidos. Este montante representa uma fração significativa do faturamento total da Meta, cerca de 10%.
O relator descreve que a gravidade da situação reside na natureza dos anúncios em questão. Esses anúncios, muitas vezes veiculados sem o devido controle, têm exposto milhões de usuários a uma série de fraudes, incluindo esquemas de comércio eletrônico fraudulentos, oportunidades de investimento enganosas, cassinos ilegais e a oferta de produtos médicos não autorizados. A CPI levanta a hipótese de que tais práticas publicitárias não apenas prejudicam os consumidores, mas também podem servir como fontes de receita para organizações criminosas, além de potenciais métodos de lavagem de dinheiro, preocupações que estão no cerne da investigação.
Com o avanço das tecnologias digitais, a necessidade de regulamentação e controle sobre a atuação das grandes plataformas se torna cada vez mais evidente. A audiência com Leister poderá, portanto, não apenas clarear os envolvimentos da Meta em atividades criminosas, mas também contribuir para um debate mais amplo sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em relação à segurança e integridade de seus usuários. A expectativa é que o depoimento traga à luz informações essenciais para elucidar o papel dessas plataformas no contexto do crime organizado, um desafio que senadores e especialistas têm se debruçado para enfrentar.







