Apesar da ausência de um acordo abrangente sobre a transição energética, alguns avanços foram observados. O senador Marcelo Castro, do MDB do Piauí, destacou que 122 dos 195 países presentes conseguiram definir metas de redução de emissões, um passo importante em meio a uma agenda global cada vez mais pressionada pela urgência das mudanças climáticas. Essa demonstração de compromisso, ainda que não tenha gerado o resultado desejado quanto aos combustíveis fósseis, representa um movimento coletivo em direção a um futuro mais sustentável.
Beto Faro, senador pelo PT do Piauí, também comentou positivamente sobre a infraestrutura utilizada na conferência, ressaltando que Belém atendeu às expectativas em termos de organização. Ele enfatizou que a cidade foi capaz de receber delegados e ativistas de diversas partes do mundo, proporcionando um espaço propício para discussões e troca de ideias. A capacidade de realização do evento, segundo Faro, foi um reflexo da importância que a região Norte possui no contexto ambiental brasileiro, frequentemente relegada a segundo plano em debates sobre sustentabilidade.
Embora a COP 30 tenha sido marcada por tensões e desafios em torno das negociações, a reunião em Belém fez ecoar a necessidade urgente de ação coletiva contra a crise climática. A ausência de um consenso sobre os combustíveis fósseis mostra a complexidade do diálogo internacional, mas ao mesmo tempo, as metas definidas por uma parte significativa das nações participantes acendem uma luz de esperança em meio ao ceticismo. O encontro reforçou a ideia de que, mesmo em tempos de divergências, o comércio de ideias e a definição de metas são fundamentais para um avanço coletivo na luta contra as mudanças climáticas.
