Um dos principais pontos em pauta foi o desafio inerente à desinformação, a qual se exacerba com a rápida evolução tecnológica e o crescente uso de ferramentas de inteligência artificial. A propagação de notícias falsas e informações distorcidas, especialmente durante períodos eleitorais, representa uma ameaça significativa à integridade do processo democrático. Com as plataformas digitais se tornando o principal meio de comunicação e engajamento político, a necessidade de estabelecer diretrizes claras e eficazes para a veiculação de conteúdo durante as campanhas é mais urgente do que nunca.
Os membros do CCS enfatizaram a importância de encontrar um equilíbrio entre a liberdade de expressão e a necessidade de garantir a veracidade das informações disseminadas nas redes sociais. A vantagem da tecnologia pode ser um aliado poderoso na mobilização de eleitores, mas, sem uma regulamentação adequada, também pode se transformar em um vetor para manipulações e distorções.
Além disso, os desafios são ampliados com a entrada de novos atores no espaço político, uma vez que muitos candidatos e partidos têm lançado mão de estratégias digitais inovadoras, mas nem sempre transparentes. Isso levanta a questão da responsabilidade das plataformas na moderação de conteúdos e na promoção da transparência em relação ao financiamento de campanhas.
O debate no CCS não se limita apenas a normas de conduta, mas também toca na reflexão sobre o papel das instituições na educação digital dos cidadãos. Capacitar eleitores para reconhecer informações verídicas e engajá-los em um consumo crítico das mídias é um passo fundamental para um ambiente democrático mais saudável.
Assim, a reunião do CCS destacou a urgência de uma abordagem colaborativa e abrangente para enfrentar os desafios contemporâneos que emergem com a intersecção entre tecnologia e política, reafirmando o compromisso de preservar a autenticidade e a integridade da comunicação eleitoral nas próximas eleições.





