SENADO FEDERAL – Congresso Nacional retoma trabalho com 73 vetos presidenciais; temas polêmicos incluem redução de penas e flexibilização do licenciamento ambiental. Votação define rumos.

O Congresso Nacional está se preparando para retomar suas atividades em fevereiro, enfrentando uma situação complexa com 73 vetos presidenciais pendentes de votação. Destes, 53 vetos estão na lista que tranca a pauta do Legislativo, dificultando o avanço de outras propostas.

Entre os vetos que merecem destaque, encontra-se o que rejeita a redução das penas para crimes contra o Estado democrático de direito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já expressou sua oposição, afirmando que essa medida poderia representar uma forma de impunidade, ameaçando o ordenamento jurídico e as garantias fundamentais. Este veto foi identificado como um dos que trancaram a pauta a partir de 4 de março.

Outro veto relevante é o que bloqueia a flexibilização das regras de licenciamento ambiental. A proposta, aprovada anteriormente pelo Congresso, visava simplificar o processo de licenciamento para determinados empreendimentos, permitindo que etapas de avaliação fossem unificadas. No entanto, Lula argumentou que tal simplificação poderia gerar impactos ambientais significativos e comprometer a proteção inerente ao licenciamento.

Além desses vetos, há uma série de questões relacionadas à reforma tributária que também aguardam análise. O veto que afeta o Projeto de Lei Complementar que criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) barrou 46 pontos da proposta, e os senadores e deputados ainda precisam decidir sobre dez dispositivos pendentes, que excluem fundos de investimento da categoria de contribuintes desses impostos.

Adicionalmente, o veto referente ao Orçamento de 2026 rejeitou 37 dispositivos, eliminando quase R$ 400 milhões em despesas sugeridas por parlamentares. Os congressistas também enfrentam a questão da ampliação do número de deputados federais, que foi completamente barrada pelo Executivo, sendo essa proposta considerada sem fundamentação orçamentária e potencialmente onerosa.

A pressão sobre o Congresso é palpável, e a resolução desses vetos se torna essencial para o avanço legislativo e a implementação de políticas públicas que afetam diversos setores da sociedade brasileira. Espera-se que, à medida que as votações se intensificam, os parlamentares tenham que equilibrar interesses variados enquanto tentam avançar em sua agenda legislativa.

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