Este ano, o espetáculo visual incluiu projeções de imagens e vídeos na fachada do prédio, que foram cuidadosamente desenhadas para se harmonizar com as linhas e relevos arquitetônicos do icônico edifício. As expressões escolhidas, como “meu nome”, “meu corpo” e “meu ser”, foram particularmente significativas, refletindo os princípios fundamentais que a comunidade trans e travesti defende. Esses conceitos estão profundamente ligados ao direito de cada indivíduo a utilizar um nome social, a transição com o suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) e, essencialmente, ao direito de transitar com segurança na sociedade.
De acordo com dados recentes, o Brasil mantém a triste posição de ser o país com o maior índice de homicídios de pessoas trans no mundo. Apesar de uma queda de 34% nas mortes em relação ao ano anterior, a situação ainda é alarmante. A pesquisa revelou que a maioria das vítimas é composta por jovens, e a expectativa de vida dessa população é drasticamente reduzida, limitando-se a cerca de 35 anos — um número menos da metade da média nacional.
Na visão de Stella Maria Vaz, gestora do Núcleo de Coordenação de Ações de Diversidade do Senado, a projeção desse evento representa um gesto institucional potente de reconhecimento, respeito e compromisso com as lutas da comunidade. “É um ato simbólico e político que reafirma a dignidade e a existência de pessoas trans e travestis, que continuam a enfrentar violências e barreiras em diversos aspectos da vida, como saúde, educação e cidadania. Nosso objetivo é que essas pessoas saibam que não estão sozinhas. O orgulho trans e travesti nasce da resistência, mas ninguém deve lutar sozinho para existir”, enfatizou Stella.
Além disso, é importante ressaltar que o Senado possui um grupo de Trabalho dedicado à causa LGBTQIA+, reforçando seu compromisso com a promoção da diversidade e inclusão em todas as esferas da sociedade. Essa ação, portanto, transcende um mero acender de luzes; trata-se de um passo significativo na luta por igualdade e respeito dignidade para todos.
