SENADO FEDERAL – Congresso Derruba Veto à Lei Geral do Licenciamento Ambiental e Rejeita Parcialmente Vetos ao Programa de Pagamento de Dívidas dos Estados

Na última quinta-feira, o Congresso Nacional tomou uma decisão significativa ao derrubar o veto do Poder Executivo em relação a 52 artigos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, também conhecida como Lei 15.190/2025. Esse ato legislativo marca um momento importante na legislação ambiental do Brasil, refletindo uma mudança de postura dos parlamentares em relação ao tema, que tem gerado intensos debates nos últimos anos.

Os dispositivos que foram restaurados, após a derrubada do veto, têm o potencial de aprimorar os processos de licenciamento ambiental, promovendo um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. Parlamentares apontaram que a volta de tais dispositivos ajudaria a agilizar as análises e aprovações de licenças, que muitas vezes são acusadas de serem burocráticas e morosas. A expectativa é que as novas diretrizes tornem o licenciamento mais eficiente, sem comprometer a proteção dos ecossistemas.

Além disso, a sessão do Congresso também foi marcada pela rejeição de seis vetos ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, conhecido como Propag. Essa pauta, embora menos abordada, é de grande relevância para a saúde fiscal dos estados, especialmente em um cenário em que muitos enfrentam déficits orçamentários. Ao manter esse programa, o Congresso busca oferecer suporte financeiro a unidades federativas que lutam para equilibrar suas contas e, assim, proporcionar maior estabilidade econômica.

A luta pela aprovação das medidas vem acompanhada de uma crescente pressão da sociedade civil e de setores produtivos que veem tanto o licenciamento ambiental quanto a gestão das dívidas estaduais como fundamentais para o desenvolvimento sustentável do país. Com a ingressão destas novas diretrizes, espera-se um avanço na harmonização entre as exigências ambientais e as necessidades de infraestrutura e crescimento econômico.

Essas ações do Congresso demonstram um amadurecimento na política ambiental brasileira, refletindo a urgência em se estabelecer um ambiente regulatório que favoreça o desenvolvimento, ao mesmo tempo que respeita os limites do meio ambiente. A trajetória continua em meio a contestações e aprimoramentos, e os próximos passos seguirão sendo observados de perto pela população e pelos especialistas da área.

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