Em seu discurso, Confúcio Moura fez um apelo ao ministro da Educação, Camilo Santana, solicitando a construção de um hospital universitário e o aumento do número de vagas para o curso de medicina na Universidade Federal de Rondônia (Unir). O parlamentar ressaltou que, desde sua criação, há 20 anos, a Unir conta apenas com 50 vagas para o curso de medicina, o que prejudica o acesso de minorias étnicas ao ensino superior, comprometendo, inclusive, o cumprimento da Lei de Cotas.
De acordo com o senador, Rondônia é o único estado brasileiro que não possui um hospital universitário, o que impede o treinamento adequado dos alunos da área da saúde. Ele também destacou que a falta de vagas para o curso de medicina em Rondônia tem permitido a proliferação de faculdades particulares de medicina, tornando a formação inacessível para os mais pobres, uma vez que apenas uma minoria de pais consegue arcar com mensalidades que variam de R$9 mil a R$12 mil.
Confúcio Moura defendeu que seria possível aumentar o número de vagas para o curso de medicina para 150, sendo 100 vagas para Porto Velho e mais 50 vagas para o campus de Ariquemes, em Rondônia. O senador fez questão de ressaltar a importância de seu discurso, afirmando que não se trata de um pedido insignificante, mas sim algo que representa muito para o estado que possui poucos recursos.
Além disso, o senador também chamou a atenção para a falta de refeitórios e alimentação adequada para os estudantes nas universidades federais da Região Norte. Ele ressaltou que todas as universidades da região sofrem com a falta de verbas, o que acaba impactando diretamente na qualidade do ensino.
Confúcio Moura finalizou seu pronunciamento pontuando a histórica falta de atenção e desprezo do Ministério da Educação em relação às universidades do Norte do Brasil. Segundo ele, é na região amazônica que se concentra a maior desigualdade em relação ao restante do país. O senador enfatizou que, para promover uma justiça equitativa, é necessário dar mais aqueles que têm menos.





