O relator da proposta, senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba, argumentou que a exigência de uma formação formal poderia limitar injustamente a atuação de muitos profissionais que já desempenham essa função com competência e reconhecimento, mesmo sem um diploma específico. Vital do Rêgo enfatizou que a prática e o conhecimento adquirido ao longo do tempo são fundamentais para o bom desempenho da função de cerimonialista, cuja atuação exige não apenas habilidades técnicas, mas também sensibilidade e adaptação a diferentes contextos.
A decisão da CAS é um reflexo de uma visão mais inclusiva e realista sobre as exigências para a atuação profissional. Ao garantir que a regulamentação da profissão não crie obstáculos desnecessários, a comissão busca valorizar o conhecimento que esses trabalhadores já acumulam, muitas vezes ao longo de anos de dedicação e experiência. Isso é especialmente relevante em uma profissão que envolve tanto a organização quanto a execução de eventos, onde a habilidade de lidar com imprevistos e a capacidade de criar ambientes adequados para diversas ocasiões são tão valorizadas quanto a formação acadêmica.
Com a rejeição da emenda, o projeto de lei, que aborda a regulamentação das atribuições e da jornada de trabalho dos cerimonialistas, avança para o Plenário do Senado, onde será submetido à votação final. Essa regulamentação representa um passo importante na formalização das condições de trabalho desses profissionais, assegurando autonomia e valorização no mercado de trabalho. A nova legislação pode proporcionar um ambiente mais seguro para a atuação desses trabalhadores, garantindo que suas competências e experiências sejam devidamente reconhecidas na nova estrutura profissional.
