SENADO FEDERAL – Comissão Mista de Orçamento Aprova Projeto que Libera R$ 13,3 Bilhões para Financiamentos e Projetos Agrícolas em 2026

Na última quarta-feira (8), a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional deu um importante passo ao aprovar o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 17/2026, que destina R$ 13,3 bilhões a novas iniciativas no Orçamento de 2026. Inicialmente, a proposta apresentava um valor simbólico de apenas R$ 1,3 milhão, destinado a uma contribuição voluntária do Brasil à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). No entanto, a proposta passou por uma significativa alteração promovida pelo Executivo, que ampliou os recursos para incluir várias áreas estratégicas, principalmente no setor agrícola e programas sociais.

Dentre os principais tópicos abordados no PLN, destaca-se a subvenção econômica para os produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste. Muitos desses produtores enfrentaram severas dificuldades financeiras, seja devido à introdução de uma tributação adicional sobre as exportações brasileiras pelos Estados Unidos, seja por eventos climáticos extremos que impactaram suas colheitas e, consequentemente, suas receitas.

Além disso, a proposta também inclui financiamento através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), utilizando recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O objetivo é apoiar o desenvolvimento tecnológico dos produtores rurais por meio de empréstimos de longo prazo, uma medida que poderá impulsionar a competitividade do setor.

Outro ponto relevante é a destinação de recursos para o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes, conhecido como Desenrola Adimplentes. A iniciativa também atende beneficiários do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do programa de incentivo financeiro para aqueles que mantêm suas obrigações com o Fies, o chamado Fies Empreendedor.

O governo anunciou que aproximadamente R$ 9 bilhões para o financiamento das novas medidas virão do superávit financeiro de 2025, e os restantes R$ 4 bilhões provirão de excesso de arrecadação. Contudo, a retirada de R$ 270 milhões do programa Minha Casa, Minha Vida gerou críticas entre os parlamentares. O relator do projeto, senador Carlos Fávaro (PSD-MT), assegurou que o governo garantiu que não haveria comprometimento das despesas em curso e prometeu que o programa será ampliado no Orçamento de 2027. O PLN 17/2026 ainda precisa ser aprovado em uma sessão do Congresso para que as novas diretrizes sejam efetivas.

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