Dentre os principais tópicos abordados no PLN, destaca-se a subvenção econômica para os produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste. Muitos desses produtores enfrentaram severas dificuldades financeiras, seja devido à introdução de uma tributação adicional sobre as exportações brasileiras pelos Estados Unidos, seja por eventos climáticos extremos que impactaram suas colheitas e, consequentemente, suas receitas.
Além disso, a proposta também inclui financiamento através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), utilizando recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O objetivo é apoiar o desenvolvimento tecnológico dos produtores rurais por meio de empréstimos de longo prazo, uma medida que poderá impulsionar a competitividade do setor.
Outro ponto relevante é a destinação de recursos para o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes, conhecido como Desenrola Adimplentes. A iniciativa também atende beneficiários do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do programa de incentivo financeiro para aqueles que mantêm suas obrigações com o Fies, o chamado Fies Empreendedor.
O governo anunciou que aproximadamente R$ 9 bilhões para o financiamento das novas medidas virão do superávit financeiro de 2025, e os restantes R$ 4 bilhões provirão de excesso de arrecadação. Contudo, a retirada de R$ 270 milhões do programa Minha Casa, Minha Vida gerou críticas entre os parlamentares. O relator do projeto, senador Carlos Fávaro (PSD-MT), assegurou que o governo garantiu que não haveria comprometimento das despesas em curso e prometeu que o programa será ampliado no Orçamento de 2027. O PLN 17/2026 ainda precisa ser aprovado em uma sessão do Congresso para que as novas diretrizes sejam efetivas.
