Banco Central e Crimes Sexuais: Pauta da CCJ nesta Quarta-feira
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se reúne na próxima quarta-feira, às 9h, para discutir propostas significativas que podem impactar tanto a estrutura do Banco Central (BC) quanto a condução de processos relacionados a crimes sexuais. Entre os itens da pauta, destaca-se a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa criar um regime jurídico específico para o BC, conferindo ao banco a autonomia orçamentária e financeira.
A PEC 65/2023, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), propostas uma transformação do Banco Central em uma entidade pública de natureza especial, uma nova categoria jurídica que permitirá ao BC operar com poderes de regulação e supervisão, afastando-se do âmbito do Orçamento da União. Atualmente, o BC é uma autarquia com autonomia técnica, mas que ainda depende de repasses do Tesouro Nacional para executar suas funções. Vanderlan argumenta que essa autonomia é crucial para que o BC possa cumprir sua missão de zelar pela estabilidade financeira e fomentar o pleno emprego.
O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), destaca que essa autonomia permitirá ao Banco Central elaborar e executar seu próprio orçamento, proporcionando maior independência e eficiência nas operações.
Além da PEC, a CCJ também analisará um projeto de lei que modifica o Código de Processo Penal, estabelecendo que o domicílio da vítima será o critério para definir a competência em julgamentos de crimes sexuais, incluindo aqueles praticados em ambientes digitais. A iniciativa visa facilitar o acesso à Justiça para as vítimas, evitando deslocamentos enquanto promove um ambiente mais seguro para a sua participação no processo judicial. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da matéria, defende que essas mudanças são essenciais para melhorar a eficácia das investigações.
Adicionalmente, outro projeto da Câmara dos Deputados propõe a ampliação do prazo de prescrição para reparação civil de crianças e adolescentes vítimas de crimes contra a dignidade sexual, elevando esse período de três para vinte anos. A relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), argumenta que muitos jovens podem levar anos para processar a gravidade dos traumas sofridos, tornando a extensão do prazo de prescrição uma necessidade vital para garantir justiça efetiva.
Com temas tão relevantes em pauta, a sessão da CCJ promete despertar grande interesse, refletindo a busca por avanços tanto na condução da política monetária quanto na proteção de vítimas de crimes.





