SENADO FEDERAL – Comissão do Senado Avalia Projetos para Aumentar a Proteção e as Penas por Maus-Tratos a Cães e Gatos em Reunião Importante

Na manhã desta quarta-feira, 12 de outubro, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se reunirá para discutir dois projetos de lei focados na proteção de cães e gatos, além de aumentar a rigidez das penalidades relacionadas a maus-tratos a animais. Essas propostas visam criar um ambiente mais seguro e acolhedor para os animais, refletindo uma crescente preocupação da sociedade sobre o bem-estar dos bichos.

Um dos projetos em pauta estabelece o chamado Estatuto dos Cães e Gatos, projetado para regulamentar direitos e deveres de tutores, da sociedade e do poder público. O texto prevê sanções para práticas de maus-tratos e abandono, além de buscar formular políticas públicas que fomentem a proteção animal. Esta proposta teve sua origem a partir de uma sugestão apresentada por entidades civis, que foi posteriormente acolhida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e aprovada com um parecer favorável do senador Paulo Paim.

Recentemente, o projeto passou por uma sessão temática no Senado, onde obteve amplo apoio de representantes da sociedade civil e do governo. O relator na CCJ, senador Fabiano Contarato, também já emitiu um parecer positivo a respeito do Estatuto.

Além disso, a CCJ analisará um substitutivo elaborado pela senadora Leila Barros, que sugere um aumento significativo nas penas para maus-tratos a animais, além da criação de um sistema nacional voltado para a detecção e prevenção dessas violações. O projeto original, de autoria do senador Confúcio Moura, propõe que a punição para maus-tratos, que atualmente varia de 3 meses a 1 ano, aumente para um intervalo de 2 a 5 anos de reclusão, incluindo uma multa.

O novo texto também inclui a proteção de animais silvestres, domésticos e exóticos, abordando condições de abuso e negligência. Notavelmente, a proposta prevê aumentos de penas para casos que resultem em deformidades permanentes ou sejam praticados contra animais vulneráveis, como fêmeas prenhas ou recém-nascidos.

Essas reformas repreensíveis em relação a crueldade animal visam ainda tipificar novas condutas, incluindo a negligência nos cuidados básicos com os animais, e prevê sanções que proíbem condenados de possuírem animais. Além disso, destacam a importância da educação ética relacionada ao respeito e cuidado com a vida animal como um dever dos responsáveis.

Com essas mudanças, a legislação brasileira avança no combate à crueldade animal, buscando um futuro mais justo e digno para todos os seres vivos. Após a análise na CCJ, a proposta seguirá para a Comissão de Meio Ambiente antes de ser encaminhada para o Plenário do Senado, onde a decisão final será tomada.

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