SENADO FEDERAL – Comissão do Senado aprova projeto que criminaliza divulgação não autorizada de imagens de vítimas e cadáveres, protegendo honra e privacidade.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal deu um passo significativo ao aprovar recentemente o Projeto de Lei número 1.242/2026, que visa criminalizar a captação e divulgação não autorizadas de imagens que identificam vítimas de crimes, acidentes e cadáveres. Essa iniciativa legislativa propõe alterações substanciais tanto no Código Penal quanto no Código Civil, estabelecendo diretrizes claras sobre a proteção da honra e da dignidade das pessoas retratadas em situações sensíveis.

A proposta, apresentada pela deputada federal Laura Carneiro, do PSD do Rio de Janeiro, recebeu um parecer favorável do senador Marcelo Castro, do MDB do Piauí, que elaborou um texto substitutivo. O projeto em questão busca criar um ambiente mais respeitoso e ético no tratamento de imagens que, quando expostas sem autorização, podem violar a privacidade e a honra das pessoas envolvidas, seja elas vítimas diretas ou familiares.

Além de promover um controle mais rigoroso sobre a disseminação de imagens particularmente delicadas, a proposta também classifica a divulgação não autorizada dessas imagens como uma ofensa que poderá resultar em sanções legais. A proposta se justifica diante da crescente preocupação com a exposição excessiva e sensacionalista de eventos trágicos, onde muitas vezes a dignidade das vítimas é ignorada em prol de uma narrativa midiática.

O texto agora segue para votação no Plenário do Senado, onde será avaliado pela totalidade dos senadores. A tramitação deste projeto é vista como um avanço em favor dos direitos de imagem e dignidade pessoal, numa sociedade onde a privacidade frequentemente é comprometida por ações irresponsáveis em plataformas digitais e na mídia. A expectativa é que, caso aprovado, o projeto ajude a redimensionar a forma como as situações de tragédias e crimes são abordadas publicamente, trazendo mais respeito às vítimas e seus entes queridos. Essa mudança promete fortalecer a proteção legal sobre a imagem e a honra das pessoas, estabelecendo responsabilidades claras sobre aqueles que propagam conteúdo sensível sem o devido consentimento.

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