O projeto de lei 406/2024 propõe diversas ações, incluindo a promoção de parcerias voltadas para pesquisas acadêmicas sobre a doença, bem como a padronização de critérios diagnósticos. Além disso, contempla o treinamento de profissionais de saúde e a realização de eventos educacionais com o intuito de aumentar a conscientização acerca da adenomiose. Outra ação fundamental prevista no projeto é o monitoramento rigoroso da doença, por meio da criação de registros específicos acerca da sua incidência.
A relatora do projeto, senadora Roberta Acioly, do partido Republicanos de Roraima, destacou a gravidade da adenomiose, que pode causar inflamação e dores intensas, limitando a qualidade de vida das mulheres afetadas. Segundo a senadora, a condição frequentemente se acompanhada de sintomas como dores intensas, sangramentos anormais e menstruação prolongada. Diante disso, a detecção precoce é essencial para evitar complicações maiores, como anemia e o uso constante de serviços de urgência.
O senador Dr. Hiran, do PP de Roraima, também se manifestou em apoio ao projeto e ressaltou que a identificação precoce da doença se dá principalmente por meio de exames de imagem, como ultrassonografias e ressonâncias magnéticas. No entanto, ele alertou sobre a dificuldade de acesso a esses exames nas unidades de saúde, enfatizando a necessidade de uma atuação conjunta com o Sistema Único de Saúde (SUS) para facilitar o acesso das mulheres ao diagnóstico e tratamento adequados, dado o impacto significativo que a adenomiose pode ter em aspectos da vida sexual e reprodutiva.
Com a aprovação desse projeto, espera-se que um maior número de mulheres possa ser atendido e tratado adequadamente, melhorando assim a qualidade de vida e a saúde geral da população feminina.
