SENADO FEDERAL – Comissão do Senado aprova missão aos EUA para acompanhar situação de brasileiros custodiados, analisando caso de ex-deputado Alexandre Ramagem.

Na última quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou um requerimento para que uma comitiva de senadores viaje aos Estados Unidos com o objetivo de acompanhar a situação de brasileiros que estão sob custódia no país. O requerimento, apresentado pelo senador Jorge Seif, é uma resposta a preocupações relacionadas ao tratamento de cidadãos brasileiros, especialmente após a detenção e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) na última segunda-feira.

Ramagem, que deixou o Brasil em setembro de 2022 para evitar cumprir uma pena de 16 anos pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, passou um breve período detido antes de ser libertado na quarta-feira. O requerimento sugere que a comitiva visite cidades como Orlando, na Flórida, e Washington, D.C., para examinar como as autoridades brasileiras estão lidando com as questões envolvendo brasileiros custodiais nos Estados Unidos.

O plano da missão inclui várias atividades essenciais, como a verificação da assistência consular prestada a brasileiros detidos, além de garantir que as normas do tratado de extradição entre Brasil e Estados Unidos sejam respeitadas. Um aspecto crucial a ser observado é a proibição de extradição de indivíduos por motivos políticos. Além disso, os senadores têm a intenção de se reunir com representantes do poder legislativo norte-americano, diplomatas brasileiros e defensores de direitos humanos, buscando um diálogo construtivo e institucional.

A iniciativa foi aprovada durante uma reunião da CRE, onde o senador Hamilton Mourão demonstrou apoio à ação. Ele destacou que a situação dos brasileiros nos EUA é complexa e mencionou especificamente o caso de Ramagem, que considera um exemplo de perseguição política. Mourão ressaltou que a missão visa verificar não apenas as condições de custódia, mas também promover a transparência e a cooperação internacional em relação aos direitos dos cidadãos brasileiros no exterior.

A decisão é um passo significativo para assegurar que os direitos de brasileiros detidos no exterior sejam respeitados e que a cooperação entre as duas nações na questão de direitos humanos e assistência consular seja fortalecida.

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