A senadora Soraya Thronicke, que presidiu a reunião, enfatizou a necessidade urgente de regulamentação para evitar os perigos causados por esses dispositivos. Ela ressaltou a importância de saber quais substâncias estão sendo consumidas pela população e destacou a preocupação com os jovens, que estão se tornando viciados nesses produtos.
O senador Dr. Hiran, presidente da Frente Parlamentar Mista de Medicina, destacou a importância de informar e conscientizar os jovens sobre os efeitos negativos dos cigarros eletrônicos. Ele condenou os produtos flavorizados, que são especialmente atrativos para crianças e adolescentes.
De acordo com pesquisas, mesmo com a proibição, 16,8% dos adolescentes já experimentaram os cigarros eletrônicos. A maioria dos usuários tem entre 15 e 24 anos. Esses jovens são atraídos pelas diversas opções de sabor, aroma e nicotina presente nos líquidos dos dispositivos.
A proibição dos cigarros eletrônicos está sob responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. No entanto, mesmo com a proibição, muitos países estão revisando suas políticas devido aos riscos associados ao consumo desses produtos.
Durante a audiência, diversos especialistas e representantes de organizações de saúde enfatizaram os perigos dos cigarros eletrônicos. Eles destacaram que os jovens estão iniciando o hábito do fumo através desses dispositivos, o que pode levar ao consumo de cigarros convencionais e outras substâncias prejudiciais à saúde.
Por outro lado, representantes da indústria do tabaco argumentaram a favor da regulamentação dos cigarros eletrônicos. Eles afirmaram que esses produtos apresentam menos riscos quando comparados aos cigarros convencionais e defendem a revisão científica publicada pelo King’s College de Londres, que afirma que os cigarros eletrônicos são “pelo menos 95% menos danosos” do que os cigarros tradicionais.
No final da audiência, os senadores destacaram a gravidade da questão e ressaltaram a importância da regulamentação. Eles reconhecem que a proibição não resolverá o problema do contrabando, mas enfatizaram que é preciso controlar e conscientizar a população sobre os riscos associados aos cigarros eletrônicos.
Em resumo, a audiência pública sobre o comércio de cigarros eletrônicos foi marcada por discussões sobre a necessidade de regulamentação desse mercado. Os senadores expressaram preocupação com os riscos à saúde, principalmente entre os jovens, e destacaram a importância de informar e conscientizar a população sobre os perigos desses dispositivos. Enquanto alguns defendem a regulamentação, a indústria do tabaco argumenta a favor dos cigarros eletrônicos como uma alternativa menos prejudicial aos cigarros convencionais.
