SENADO FEDERAL – Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para dispensar confissão em acordos de não persecução penal.

A Comissão de Segurança Pública do Senado (CSP) aprovou, nesta terça-feira (18), um projeto de lei que pode revolucionar a forma como os acordos de não persecução penal são realizados no país. O projeto dispensa a confissão do investigado para a realização desse tipo de acordo, uma negociação promovida entre o Ministério Público e o investigado para evitar um processo criminal na Justiça. Essa mudança traz à tona uma discussão importante sobre os direitos dos acusados e a forma como a justiça é aplicada no Brasil.

O projeto, de autoria do senador licenciado Wellington Fagundes (PL-MT), recebeu o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi o relator da matéria na CSP. Segundo Flávio Bolsonaro, o acordo proposto é uma forma de “justiça penal negociada” e não deveria exigir a confissão dos investigados, alegando que essa exigência viola o direito constitucional de não se autoincriminar.

Durante a reunião presidida pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Bolsonaro explicou que o acordo de não persecução penal seria possível em casos envolvendo crimes sem violência ou grave ameaça, desde que a pena seja inferior a quatro anos e o investigado cumpra determinados requisitos, como reparar o dano causado e renunciar ao produto do crime.

A proposta agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), onde receberá decisão terminativa. Caso seja aprovada, a alteração nas regras do acordo de não persecução penal modificaria o Código de Processo Penal, incluído pelo Pacote Anticrime com a Lei 13.964 de 2019. A intenção é facilitar a promoção de acordos, permitindo audiências por videoconferência e a criação de um banco de dados para monitorar esses acordos nos últimos cinco anos.

Essa proposta traz à tona discussões importantes sobre segurança jurídica, direitos dos acusados e a eficácia do sistema de justiça penal no Brasil. A implementação desse projeto pode representar uma mudança significativa na forma como os crimes são tratados no país.

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