SENADO FEDERAL – Comissão de Infraestrutura aprova marco regulatório para energia em alto mar, com divergências sobre carvão e gás natural. Projeto segue para análise no Plenário.

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (10), o marco regulatório para a exploração de energia elétrica em alto mar, conhecida como offshore. O projeto também contempla o setor de carvão mineral e de gás natural, gerando divergências entre os parlamentares presentes. Após essa etapa, o texto seguirá para análise no Plenário.

O relatório elaborado pelo senador Weverton (PDT-MA) em relação ao substitutivo do projeto de lei 576/2021, originalmente proposto pelo ex-senador Jean Paul Prates, foi aprovado pelos senadores. O relator manteve a maior parte do substitutivo, realizando apenas alguns ajustes de acordo com as demandas apresentadas.

Uma das polêmicas do projeto se refere à ampliação dos prazos para que termelétricas desfrutem de benefícios concedidos em 2021 como parte das condições para a privatização da Eletrobras. Alguns senadores questionaram essa mudança, alegando que apenas uma usina se beneficiará do tempo estendido, o que não estava previsto na proposta inicial.

Durante a discussão, o senador Otto Alencar (PSD-BA) propôs a retirada do trecho referente ao carvão, por considerá-lo prejudicial ao meio ambiente e oneroso para o consumidor. No entanto, a sugestão foi rejeitada pela maioria dos parlamentares presentes na reunião da CI.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), mencionou a possibilidade de veto presidencial a esse trecho específico, destacando a importância de se debater essa questão ainda no âmbito do Senado. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) levantou dúvidas sobre a eficácia dos incentivos fiscais destinados a essa área.

Os senadores favoráveis ao projeto ressaltaram a importância das termelétricas na preservação ambiental, destacando a necessidade de equilibrar a geração de energia com a proteção do meio ambiente. Além disso, enfatizaram que a acumulação de energia termoelétrica em reserva contribui para contornar crises energéticas decorrentes da escassez de chuvas.

A proposta também aborda a geração de energia elétrica a partir de empreendimentos offshore, como eólica, solar e das marés. A outorga para esses projetos será realizada mediante autorização ou concessão, contemplando áreas como o mar territorial, a plataforma continental e a Zona Econômica Exclusiva (ZEE), com restrições em determinadas áreas para preservar rotas de navegação e locais de importância cultural e natural.

Em síntese, o marco regulatório para a exploração de energia elétrica em alto mar e os setores de carvão mineral e gás natural foi aprovado pela CI, dando continuidade ao processo legislativo para possíveis mudanças na área energética do país. A discussão sobre os desdobramentos desse projeto promete promover debates acalorados no Plenário do Senado.

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