SENADO FEDERAL – Comissão de Esporte Discute Avanços e Desafios para Inclusão de Pessoas com Deficiência no Esporte Brasileiro

Na última quarta-feira, a Comissão de Esporte (CEsp) promoveu uma audiência pública dedicada a discutir os avanços e os desafios enfrentados na promoção do esporte para pessoas com deficiência (PCD). O evento contou com a presença de especialistas e representantes do setor, que reforçaram a importância do esporte como um meio essencial de integração social para essa população.

O enfoque principal da audiência foi o trabalho desenvolvido pelo Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), que desde sua criação em 2020 busca fortalecer e representar os clubes dedicados ao esporte paralímpico. A organização, que faz parte do Sistema Nacional de Esporte (Sinesp), revelou um crescimento significativo no número de entidades filiadas – passando de 11 para 203 – em apenas três anos, um feito que a presidente do CBCP, João Batista Carvalho e Silva, atribui ao apoio e à aprovação de leis no Congresso Nacional.

Carvalho destacou o impacto positivo das leis que garantem investimentos para o esporte paralímpico, mencionando a transformação do Brasil, que na Paralimpíada de Atlanta em 1996 ocupava a 37ª posição no quadro de medalhas e agora aspira a um lugar entre os cinco primeiros nas próximas Olimpíadas de Paris, em 2024. Ele elogiou a legislação recente que direciona recursos de loterias ao CBCP, permitindo a realização de atividades essenciais como viagens e treinamentos para clubes e confederações paralímpicas.

Por outro lado, a senadora Leila Barros, presidente da CEsp, expressou sua preocupação com a desigualdade na distribuição desses recursos entre as diferentes regiões do Brasil, apontando que a Região Norte recebeu apenas cerca de 7% do total disponível, o que pode dificultar o crescimento do esporte na área.

Outro ponto de destaque foi o programa “Vencer pelo Esporte”, anunciado pelo secretário nacional de Paradesporto, Fábio Augusto Lima de Araújo. O programa visa inserir a atividade física em 10% dos 350 centros especializados em reabilitação de PCD do SUS, com o objetivo de transformar pacientes em atletas e proporcionar acesso ao esporte.

Testemunhos de representantes de instituições como a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe) ressaltaram o impacto positivo que o esporte pode ter na vida de jovens em situação de vulnerabilidade. Um exemplo mencionado envolveu a trajetória de Diego Lima, que, ao se envolver com o atletismo, superou desafios pessoais e se tornou um campeão em sua categoria.

Da mesma forma, a Associação Petrolinense de Atletismo (APA) fez um apelo pela massificação do acesso ao esporte, afirmando que iniciativas regionais têm gerado oportunidades para jovens talentos, ao mesmo tempo em que promovem inclusão social e desenvolvimento na comunidade.

A audiência, promovida a pedido da senadora Leila Barros, contou com a participação de diversos representantes do setor e deixou em destaque a importância do investimento e do suporte às iniciativas voltadas para o esporte inclusivo, enfatizando que o esporte é muito mais que medalhas; é uma ferramenta poderosa de transformação e empoderamento social.

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