A proposta prevê modificações em quatro legislações: o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940), a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006), a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080, de 1990) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996). Entre as mudanças propostas, está a inclusão do crime contra indígenas como uma circunstância agravante no Código Penal, além da análise das necessidades específicas das mulheres indígenas no combate à violência e no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.
Outro ponto relevante do projeto é a exigência de participação de mulheres indígenas na elaboração e execução de programas de educação indígena em todos os níveis de ensino. A senadora que leu o parecer ressaltou a importância deste aspecto, afirmando que “o olhar das mulheres indígenas, com toda a riqueza constituída por sua sensibilidade e conhecimentos ancestrais, tem muito a contribuir na concepção dos programas voltados para a educação indígena”.
A aprovação desse projeto representa um avanço significativo na luta pela inclusão e participação das mulheres indígenas nas decisões que afetam diretamente suas comunidades. Ao considerar suas perspectivas e necessidades específicas, as políticas públicas relacionadas à educação, saúde e combate à violência poderão se tornar mais eficazes e inclusivas.
Agora, com a análise pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), espera-se que o projeto siga avançando no Congresso, até que se torne efetivamente uma lei que promova a participação ativa e a inclusão das mulheres indígenas na formulação e execução de políticas que as afetam diretamente.





