A proposta, que irá agora para análise da Câmara dos Deputados, é destacada por não prever aumento de despesas, já que não cria novos cargos nem expande a infraestrutura existente. Isso se alinha com a necessidade de oferecer uma educação superior mais acessível, especialmente para a população jovem de 18 a 24 anos, em conformidade com as diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE).
O senador Carlos Portinho, relator da matéria, enfatizou que a criação da nova instituição representa um avanço significativo para o estado e para o fortalecimento do ensino e pesquisa na região. Ele ressaltou que essa medida é um passo importante para atender as metas do PNE, que busca elevar a taxa de matrículas no ensino superior.
Durante a discussão, o senador Wellington Fagundes lembrou a vastidão territorial de Mato Grosso, que se estende por cerca de 900 mil quilômetros quadrados e abriga uma população inferior a 4 milhões de habitantes. Ele destacou ainda o grande potencial do estado em termos de produção agrícola, que exige constante inovação e pesquisa. Para Fagundes, a criação da nova universidade é uma resposta à necessidade de desenvolvimento regional e a garantia de que a interiorização do ensino superior seja uma prioridade.
A aprovação do projeto é vista como uma oportunidade de fortalecimento educacional e social da região, contribuindo para a capacitação e o desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada que possa atender às demandas do mercado regional. A expectativa agora gira em torno da análise da Câmara, onde a proposta poderá ainda sofrer alterações ou ser aprovada em caráter definitivo.
