SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos investiga crimes sexuais contra crianças e adolescentes no Arquipélago do Marajó, destaca senador Zequinha Marinho.

Na última terça-feira (11), o senador Zequinha Marinho, do partido Podemos do estado do Pará, fez um importante pronunciamento destacando a diligência externa realizada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) na última quinta-feira (6). O foco da diligência foi investigar os crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes no Arquipélago do Marajó, no Pará. A presença de organizações da sociedade civil que atuam na prevenção do abuso contra menores foi fundamental para o desenvolvimento desse trabalho.

Segundo o senador, a diligência foi um trabalho árduo, porém bastante interessante. O objetivo principal era ouvir os depoentes para, a partir dali, estruturar um plano de ação que possa gradualmente eliminar os crimes de assédio, estupro e abuso sexual, principalmente contra crianças e adolescentes na região do Marajó. Durante a diligência, foram ouvidos depoimentos de conselheiros tutelares, missionários e parentes de vítimas de abuso ou sequestro.

Alguns relatos chamaram bastante atenção, como o da senhora Marinete Ladeira, avó da garotinha Elisa Rodrigues, desaparecida em Anajás. Outro depoimento marcante foi o da senhora Aldenira Machado, mãe do adolescente Henzo, de 14 anos, que também foi sequestrado em Breves. A Irmã Henriqueta, do Instituto Dom Azcona, trouxe uma reflexão crucial sobre a situação envolvendo não apenas os crimes sexuais, mas também as questões sociais, como a extrema pobreza que deixa as famílias vulneráveis a esses tipos de violência.

Zequinha Marinho ainda fez questão de elogiar o trabalho da missionária espanhola Maria Josefa Iglesias, responsável pela casa de acolhimento Ágape da Cruz, em Portel. Essa casa recebeu mais de 20 crianças vítimas de violência e tem sido fundamental para sustentá-las e protegê-las de seus agressores.

Essa diligência externa realizada pelo CDH é de extrema importância para expor a gravidade da situação no Arquipélago do Marajó e para criar estratégias eficazes de combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Espera-se que as autoridades competentes tomem medidas concretas a partir das informações coletadas nessa diligência para garantir a proteção dos menores na região.

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