SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos do Senado Proíbe Obrigatoriedade de Vacinação Contra Covid-19 em Todo o Território Nacional e Garante Livre Escolha dos Cidadãos

Na última quarta-feira, 17 de outubro, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Brasileiro decidiu acatar uma proposta legislativa que visa proibir a obrigatoriedade de vacinação contra a covid-19. Essa sugestão, feita através do portal e-Cidadania, foi relatada de forma favorável pelo senador Marcio Bittar (PL-AC) e agora será transformada em projeto de lei, passando por avaliação nas instâncias competentes. A leitura do relatório foi realizada pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO) durante a reunião.

A proposta, denominada SUG 3/2022, foi apresentada em agosto de 2021 por Niedja Persivo Cunha Fontenelle Barros, uma cidadã do Ceará, e ganhou expressivo apoio popular, com mais de 34 mil manifestações favoráveis. O senador Bittar, em seu projeto, propõe a vedação da exigência de vacinação em todo o país. Assim, caso a iniciativa seja aprovada, também não poderá haver a exigência de comprovante de imunização para a obtenção de direitos, acesso a serviços, benefícios ou participação em atividades, sejam elas de caráter público ou privado.

O relator ressaltou que a ideia foi formulada durante o período crítico da pandemia, alguns meses após o início das campanhas de vacinação no Brasil. A obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 foi regulamentada pela Lei 13.979 de 2020, que estabeleceu medidas para enfrentar a emergência de saúde pública. Contudo, essa normatividade perdeu sua vigência com o término da pandemia, segundo os parâmetros legais vigentes.

Bittar argumenta que, mesmo que atualmente a vacinação não seja compulsória, a proposta é de extrema relevância, pois defende o princípio da liberdade individual. O senador destacou que a imposição da vacina, em um contexto de emergência, violou direitos fundamentais e gerou um precedente perigoso de coerção sanitária e exclusão social para aqueles que optaram por não se vacinar. Essa discussão se reveste de um caráter ético e político significativo, abordando as tensões entre saúde pública e liberdades individuais em tempos de crise.

O próximo passo agora é que o projeto tramitado siga os trâmites legislativos necessários para avaliação nas comissões e, eventualmente, no plenário do Senado.

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