SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos do Senado pode votar piso nacional para policiais e projetos contra discriminação em arenas esportivas nesta quarta-feira.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) está programada para votar na próxima quarta-feira, dia 25, uma sugestão legislativa que propõe a criação de um piso salarial nacional para policiais militares. A reunião, que contará com nove itens na pauta, terá início às 11h. Essa proposta, conhecida como SUG 14/2020, foi inicialmente apresentada como uma ideia legislativa por um cidadão do Rio de Janeiro e rapidamente ganhou apoio popular, recebendo mais de 20 mil manifestações favoráveis no portal e-Cidadania. Caso a sugestão seja aprovada, ela passará a tramitar como uma proposição autônoma no Senado.

O senador Styvenson Valentim, do PSDB do Rio Grande do Norte, é o relator da proposta e defende que a sugestão seja transformada em uma emenda à Constituição, o que poderia trazer um impacto significativo na valorização e nas condições de trabalho da categoria.

Além desta proposta, a comissão também discutirá outras duas matérias relevantes no campo dos direitos humanos. Uma delas é o Projeto de Lei 2.354/2021, que visa punir condutas homofóbicas e transfóbicas em arenas esportivas. Este projeto, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), recebeu um substitutivo que estabelece a proibição de manifestações que atentem contra a dignidade humana, incluindo cartazes ou cânticos com conteúdo racista, homofóbico, transfóbico, sexista ou xenófobo.

Outro projeto em discussão é o PL 4.381/2023, que prevê a implementação de regras para o atendimento de mulheres indígenas vítimas de violência doméstica e familiar nas delegacias de polícia. Proposto pela deputada Célia Xakriabá (PSol-MG), o projeto recebeu parecer favorável da senadora Augusta Brito. De acordo com o texto, esse atendimento deve ser realizado por uma rede de apoio multidisciplinar, garantindo um ambiente seguro e respeitando as crenças e valores indígenas, com a assistência de intérpretes sempre que necessário.

A votação dessas propostas representa um passo importante para a consolidação de direitos e o avanço na proteção de grupos ainda vulneráveis na sociedade brasileira.

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