SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos debate polêmica do procedimento de assistolia fetal em casos de estupro após veto do CFM.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou a realização de uma audiência pública para discutir o procedimento de assistolia fetal no Brasil. Esse método é utilizado por médicos em abortos nos casos de estupro quando há a possibilidade de o feto, com mais de 22 semanas, sobreviver. A decisão da Comissão foi motivada pela publicação da Resolução 2.378 do Conselho Federal de Medicina (CFM), em março, que proibiu o uso desse procedimento, gerando questionamentos na Justiça Federal.

A proposta de realização da audiência pública foi apresentada pelos senadores Eduardo Girão (NOVO-CE), Flávio Arns (PSB-PR) e Damares Alves (Republicanos-DF), através do requerimento 27/2024. Essa iniciativa visa promover um debate amplo e democrático sobre um tema sensível e controverso, que envolve questões éticas e de saúde pública.

Além disso, a Comissão, sob a presidência do senador Flávio Arns, aprovou também a realização de uma audiência pública em comemoração ao “Dia Nacional da Trabalhadora e do Trabalhador da Cultura”. Essa data, celebrada na segunda semana de maio, tem como objetivo promover reflexão e diálogo sobre as demandas e desafios enfrentados pelos profissionais da cultura no país.

Outro tema que será debatido em uma audiência pública é o “Dia Internacional Contra LGBTIfobia”, que acontece em 17 de maio. O requerimento para realizar esse debate, apresentado pelo senador Paulo Paim, visa discutir as melhores práticas de gestão governamental em relação às políticas públicas voltadas para a comunidade LGBTI+.

Essas audiências públicas representam uma oportunidade importante para ampliar o debate sobre temas relevantes e sensíveis, que impactam diretamente a vida e os direitos de diversos grupos da sociedade. Espera-se que esses encontros resultem em propostas e ações concretas para promover o respeito aos direitos humanos e combater a discriminação e a violência.

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