SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos aprova projeto que inclui crimes sexuais contra crianças como hediondos no ECA.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei (PL 2.562/2021) que propõe alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo no rol de crimes hediondos os crimes sexuais cometidos contra crianças. A proposta visa combater práticas como fotografar, filmar, vender ou publicar, por qualquer meio, cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo menores. O relator, senador Paulo Paim (PT-RS), acredita que a norma tem potencial para reduzir significativamente a ocorrência dessas atrocidades.

De acordo com o texto aprovado, cinco artigos do ECA serão modificados para endurecer a legislação e tornar os crimes sexuais contra crianças ainda mais puníveis. A inclusão desses delitos no rol de crimes hediondos trará consequências jurídicas mais severas aos infratores, como o aumento do tempo de prisão e a impossibilidade de progressão de regime.

Para o senador Paulo Paim, a aprovação do projeto é um passo importante na luta contra a violência sexual infantil. Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2020, mais de 86 mil casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes foram registrados no Brasil. O relator ressalta que é essencial que o Estado adote medidas eficazes para combater esse tipo de crime e garantir a proteção das vítimas.

A inclusão dos crimes sexuais contra crianças no rol de crimes hediondos é uma demanda antiga de entidades e especialistas na área. A justificativa é que a gravidade e o impacto desses delitos sobre a vida das vítimas são imensuráveis, exigindo, portanto, uma legislação mais rigorosa.

O projeto será encaminhado para apreciação no plenário do Senado, onde será votado em dois turnos. Caso seja aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados antes de ser enviado para sanção presidencial. A expectativa dos parlamentares envolvidos é que a proposta seja aprovada de forma unânime, considerando a importância do tema e a necessidade de aprimorar a legislação de proteção às crianças e adolescentes.

Portanto, a aprovação do projeto pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa representa um avanço no combate à violência sexual infantil. Caso se torne lei, as mudanças propostas terão o potencial de contribuir para a redução da incidência desses crimes e para a garantia de um ambiente mais seguro para as crianças e adolescentes do país.

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