A ideia surgiu a partir de um cidadão do estado de São Paulo e ganhou força ao obter mais de 30 mil apoios como ideia legislativa no portal e-Cidadania. Se a Comissão de Direitos Humanos aceitar a proposta, a Sugestão Legislativa (SUG) 9/2024 poderá se tornar um projeto de lei e ser debatida no Congresso Nacional.
O autor da ideia defende que a república presidencialista tem se mostrado ineficaz, levando à utilização de recursos do orçamento para obter apoio no Senado e na Câmara. Segundo ele, o retorno da monarquia parlamentarista traria mais autonomia para o partido eleito governar, sem depender de recursos públicos para garantir apoio político.
No entanto, é importante lembrar que o Brasil foi uma monarquia por 67 anos, com os imperadores Pedro I e Pedro II, antes de proclamar a república em 1889. Desde então, adotamos o sistema presidencialista, com apenas um breve período parlamentarista entre 1961 e 1963.
Em 1993, os brasileiros participaram de um plebiscito para escolher entre república e monarquia, assim como entre presidencialismo e parlamentarismo. A república presidencialista saiu vitoriosa, demonstrando a preferência da população por esse modelo de governo.
A decisão de restaurar a monarquia no Brasil é uma questão complexa que envolve não apenas questões políticas, mas também históricas e culturais. Cabe agora à Comissão de Direitos Humanos avaliar se a proposta atende aos interesses e valores da sociedade brasileira. A discussão certamente promete gerar debates acalorados e mobilizar diferentes setores da sociedade em torno desse tema polêmico.
