O projeto, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), visa estabelecer uma clara autorização para que registros de crimes captados por câmeras de segurança em lojas e supermercados sejam utilizados, desde que sigam critérios específicos. A intenção é que esses registros possam servir para identificar infratores, alertar a população ou colaborar com as autoridades competentes em questões de segurança pública.
No entanto, a proposta também traz salvaguardas importantes. Ela determina que não é permitido expor a imagem de terceiros não envolvidos no crime e que os princípios de necessidade e proporcionalidade devem ser respeitados no uso de imagens e áudios. Além disso, os estabelecimentos que decidirem divulgar tais informações devem registrar um boletim de ocorrência sobre o incidente.
Outra inovação trazida pela proposta é a responsabilidade dos estabelecimentos em casos de divulgação indevida de informações que se mostrem falsas ou enganosas. Essa cláusula visa garantir que a legislação não seja usada de maneira irresponsável, protegendo os direitos dos cidadãos.
O senador Amin expressou sua opinião favorável ao projeto, que, segundo ele, encontra um equilíbrio entre a proteção de dados pessoais e a necessidade de incrementar a segurança pública. Ele defendeu que o texto garante direitos fundamentais ao impor limites à divulgação, destacando a importância de mecanismos de controle.
Por sua vez, o presidente da Comissão, senador Flávio Bolsonaro, elogiou a aprovação da proposta. Ele argumentou que a medida deveria ser uma expectativa básica do Estado, enfatizando que o foco deve ser sempre a proteção das vítimas, não dos criminosos.
Na justificativa que acompanha a proposta, a deputada Bia Kicis observa que a intenção é proporcionar maior segurança jurídica tanto para comerciantes quanto para cidadãos, em resposta ao crescimento da criminalidade em ambientes comerciais. Ao permitir que imagens de vigilância sejam utilizadas para apoio na segurança pública e na identificação de infratores, a medida se mostra um passo em direção à proteção do patrimônio e à segurança da comunidade.
