SENADO FEDERAL – Comissão aprova modernização da Lei de Processo Administrativo com inclusão de inteligência artificial e negociação jurídica. Projeto segue para votação no Plenário.

A comissão temporária encarregada de modernizar os processos administrativo e tributário (CTIADMTR) teve uma importante conquista nesta quinta-feira (5) ao aprovar emendas do Plenário ao projeto que reforma a Lei de Processo Administrativo (Lei 9.784, de 1999). Sob a relatoria do senador Efraim Filho (União-PB), foram incorporadas 15 emendas ao projeto (PL 2.481/2022), sendo cinco delas de forma integral, enquanto outras 17 emendas foram rejeitadas.

Uma das mudanças mais significativas presentes no PL 2.481 é a extensão da aplicação da Lei de Processo Administrativo não apenas à administração federal direta e indireta, mas também aos municípios, estados e Distrito Federal, o que resulta na mudança do nome da lei para Estatuto Nacional de Uniformização do Processo Administrativo.

Dentre as emendas aprovadas, destaca-se a previsão de que a aplicação da lei fora do Executivo será direcionada apenas para processos administrativos relacionados às atividades-meio dos órgãos, e não às atividades finalísticas. Além disso, o projeto contempla a inserção de um novo capítulo para regular o processo administrativo eletrônico, recomendando a preferência pelo meio eletrônico para assegurar o amplo acesso dos interessados ao procedimento e às informações.

No que diz respeito à instrução dos processos administrativos, o texto estabelece um prazo de 60 dias, podendo ser prorrogado mediante justificativa. Também são previstas a realização de consulta pública e audiência pública antes da decisão final do processo, eventos que devem ser divulgados eletronicamente.

Outras inovações presentes no projeto incluem a possibilidade de negociação com o administrado para atendimento do interesse público, métodos alternativos para a solução de conflitos no âmbito dos processos administrativos e a determinação de que a autoridade competente poderá atribuir eficácia vinculante e normativa a decisões que possam beneficiar casos similares.

Diante de todo esse cenário, o relator, senador Efraim Filho, ressaltou a importância de adaptar o texto do projeto para facilitar possíveis vetos parciais do governo, visando a conversão da proposta em lei na máxima extensão possível. A comissão encarregada desse processo demonstrou um trabalho minucioso e relevante para a modernização dos processos administrativos e tributários no país.

Sair da versão mobile