SENADO FEDERAL – CCJ aprova projeto que reduz tempo de prisão pela leitura de livros, agora segue para análise na Câmara dos Deputados.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (16), um projeto que tem como objetivo transformar em lei as regras que visam reduzir o tempo de prisão através da leitura de livros. O Projeto de Lei (PL) 4.988/2019, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), foi aprovado e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

A proposta mantém diversas medidas aplicadas pela Resolução 391, de 2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo a redução de quatro dias da pena para cada livro lido. O relator do projeto, senador Castellar Neto (PP-MG), destacou a importância da lei para proporcionar mais segurança jurídica ao mecanismo de remição da pena por meio da leitura.

O senador afirmou que a leitura é uma forma eficaz de ressocialização do indivíduo que cometeu crimes, contribuindo para sua recuperação e reinserção na sociedade. Vale ressaltar que a leitura, assim como o trabalho e o estudo, desempenha um papel fundamental no aprimoramento do sistema de encarceramento e no cumprimento de penas privativas de liberdade.

O texto aprovado também prevê limites e critérios para a remição da pena, especificando que a redução poderá ser solicitada por condenados em regime fechado ou semiaberto, com um limite máximo de 48 dias de remissão a cada 12 meses. Além disso, a remição da pena deverá estar vinculada a um projeto específico de leitura, aprovado pelo juiz e pela diretoria do presídio, com critérios claros para seleção de livros e avaliação dos presos.

Outro ponto importante é a exigência de apresentação de resenhas sobre os livros lidos, submetidas a uma comissão avaliadora, que enviará relatórios mensais aos responsáveis pela execução da pena. O relator também incluiu uma emenda que incentiva a doação de obras literárias por particulares, visando ampliar o acesso dos presos a materiais de leitura.

A CCJ é composta por 27 titulares e 27 suplentes, sendo presidida atualmente pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP). A aprovação deste projeto representa um avanço significativo no sistema prisional brasileiro, com o reconhecimento do poder transformador da leitura no processo de ressocialização dos indivíduos privados de liberdade.

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