SENADO FEDERAL – Câmara dos Deputados aprova lei que regulamenta mercado de carbono no Brasil, impulsionando a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Na última terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 182/2024, que visa regulamentar o mercado de carbono no Brasil. Com essa aprovação, abre-se a possibilidade para que empresas e países possam compensar suas emissões de poluentes, o que resultará na redução dos gases de efeito estufa (GEE) e no combate aos efeitos das mudanças climáticas. Agora o texto segue para a sanção presidencial, aguardando a última etapa para se tornar lei.

No Senado, o substitutivo apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF) foi discutido e deliberado em Plenário em 13 de novembro. Para a relatora da matéria, a regulamentação do mercado de carbono representa um marco histórico para o Brasil, destacando a importância dessa política para a economia nacional e para a proteção do meio ambiente.

De acordo com dados do Observatório do Clima, as emissões de gás carbônico equivalente (CO2e) no Brasil apresentaram uma queda de 12% em 2023 quando comparadas ao ano anterior. Esse declínio, o maior desde 2009, foi atribuído principalmente à redução do desmatamento na Amazônia, evidenciando a importância de políticas para controle de emissões.

Com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), o Brasil passará a ter um setor regulado para lidar com as emissões de carbono. O setor regulado exigirá que empresas que emitirem acima de 10 mil toneladas de CO2e por ano estejam sujeitas à regulação, além de destinar recursos para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e para a compensação das comunidades tradicionais.

No retorno à Câmara dos Deputados, o projeto sofreu uma alteração com a exclusão de um artigo do substitutivo, mas manteve a obrigatoriedade de importantes investidores institucionais destinarem no mínimo 1% de seus recursos para ativos do mercado de carbono. Essa medida visa incentivar o investimento em práticas mais sustentáveis e ambientalmente responsáveis.

Com a aprovação desse marco regulatório, o Brasil se posiciona como protagonista no cenário ambiental mundial, contribuindo ativamente para a redução de emissões e para o combate às mudanças climáticas. A sanção presidencial é aguardada como o último passo para a efetiva implementação dessas medidas e para o fortalecimento das ações em prol do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

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