SENADO FEDERAL – CAE aprova projeto que facilita liberação de empréstimos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Proposta segue para a Câmara.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (3), o projeto de lei que visa facilitar a liberação de empréstimos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). O PL 3.190/2023, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), foi aprovado após receber um substitutivo do senador Flávio Arns (PSB-PR), que foi lido pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) durante a sessão.

O projeto aprovado pela CAE amplia as possibilidades de financiamento no âmbito do PNMPO, permitindo que os empreendedores tenham acesso a créditos para aquisição de bens e serviços que não estejam diretamente ligados às atividades produtivas, desde que não ultrapassem o limite de 20% do total de créditos do programa. Além disso, a proposta inclui a possibilidade de financiamento para formação profissional, moradia de baixo valor, veículos utilitários, tratamento de saúde e equipamentos especiais para locomoção de pessoas com deficiência.

Uma das inovações trazidas pelo projeto é a exigência de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleça limites diferenciados de taxas de juros de acordo com o custo de captação das instituições financeiras. Isso visa garantir condições mais favoráveis de crédito aos microempreendedores, facilitando o acesso ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por meio das organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips).

Para o senador Esperidião Amin, o projeto é fundamental para atender às necessidades dos microempreendedores, que muitas vezes encontram dificuldades para obter crédito devido à falta de garantias e informações. Segundo ele, o microcrédito é uma ferramenta importante para geração e manutenção de empregos, especialmente em segmentos mais vulneráveis da sociedade.

O relator do projeto, senador Flávio Arns, ressaltou a importância do acesso ao crédito para empreendedores de baixa renda e destacou que a proposta possibilitará uma maior dedicação e qualidade na oferta de bens e serviços pelos microempreendedores. Ele enfatizou que a destinação de um montante adicional de 20% do saldo devedor para microfinanças manterá o foco no desenvolvimento e na atividade produtiva dos beneficiados.

Dessa forma, o projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados, onde poderá ser deliberado, caso não haja recurso para discussão em Plenário. A proposta representa um avanço significativo na busca por políticas públicas que estimulem o empreendedorismo e proporcionem melhores condições para o desenvolvimento econômico e social do país.

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