Enquanto o dia de abril é voltado para a disseminação de informações e o diagnóstico do autismo, o Dia do Orgulho Autista tem como foco a celebração da neurodiversidade. A proposta desse novo marco é não apenas combater o estigma associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também promover um maior reconhecimento das identidades e das singularidades das pessoas autistas e de suas famílias. Dessa forma, a nova data atua como um vetor para a inclusão e para a visibilidade das lutas enfrentadas por essa comunidade.
A criação dessa efeméride se insere em um contexto de crescente visibilidade em torno da questão do autismo no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem atualmente mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo no país. A iniciativa surgiu a partir do Projeto de Lei 3.391/2020, que foi proposto pelo ex-senador Romário. Em sua justificativa, Romário apontou que um dia dedicado ao orgulho autista seria uma forma de marcar a “nacionalidade do autista brasileiro”, além de servir como um instrumento de mobilização social e conscientização.
Durante o processo legislativo, a proposta recebeu apoio significativo, tendo seu parecer favorável sido elaborado pela senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo. Em sessão no Senado, Gabrilli expressou a importância do reconhecimento da neurodiversidade, afirmando que a nova data é essencial para fortalecer a autoestima de indivíduos autistas e de suas famílias, alinhando o Brasil a datas já reconhecidas internacionalmente.
Com o advento do Dia Nacional do Orgulho Autista, espera-se que haja um avanço nas discussões sobre respeito às diferenças e na promoção de políticas que garantam os direitos das pessoas autistas, contribuindo assim para uma sociedade mais inclusiva e empática.






