A V-Dem é conhecida por manter o maior banco de dados global sobre democracias, com mais de 31 milhões de dados abrangendo o período de 1789 até 2023. O senador ressaltou que o instituto conta com a participação de mais de 4,2 mil acadêmicos e especialistas de diversos países, e mede mais de 600 atributos diferentes da democracia.
De acordo com Humberto, o Brasil foi apontado como um caso raro que conseguiu interromper a autocratização antes que ela se concretizasse. O país é descrito como uma democracia eleitoral e, apesar de não ser considerado uma democracia liberal, percorreu um caminho positivo no que diz respeito à luta pela democracia.
O estudo da V-Dem também analisou a presidência de Jair Bolsonaro, identificando ataques à mídia, restrições à liberdade acadêmica e tentativas de minar o sistema eleitoral. A derrota de Bolsonaro foi vista como um ponto de inflexão, que marcou o fim das políticas e transgressões do presidente.
Humberto Costa destacou alguns fatores que, na visão da V-Dem, contribuíram significativamente para a guinada democrática no Brasil. Entre eles, estão o combate à desinformação, especialmente aquela que lançava dúvidas sobre o sistema eleitoral, e as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal no enfrentamento às milícias digitais.
O senador ressaltou que o estudo da V-Dem aponta a liberdade e imparcialidade das eleições no Brasil, com a inexistência de fraudes desde a introdução das urnas eletrônicas em 1996. Essa constatação reforça a confiança no sistema eleitoral do país e destaca a importância do combate à desinformação e às tentativas de deslegitimar as eleições.
