SENADO FEDERAL – Brasil avança na proteção marinha com aprovação de adesão à Convenção sobre Remoção de Destroços pelo Senado, reforçando regras de segurança na navegação.

Na quarta-feira, 4 de outubro, a Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) deu um passo significativo na preservação do meio ambiente marinho e na segurança da navegação ao aprovar o projeto de decreto legislativo que objetiva a adesão do Brasil à Convenção Internacional sobre a Remoção de Destroços. Essa convenção estabelece diretrizes rigorosas para mitigar os riscos de navegação e preservar a saúde dos ecossistemas aquáticos, que podem ser afetados por embarcações naufragadas e destroços.

Com a aprovação na CRE, o projeto, identificado como PDL 269/2024, segue agora para votação no Plenário do Senado, onde sua confirmação poderá se tornar realidade. O parecer favorável ao projeto foi apresentado pelo senador Hamilton Mourão, do partido Republicanos do Rio Grande do Sul, que destacou a importância das medidas constantes no texto, visando a responsabilidade e a proatividade na gestão de destroços marítimos.

Entre as principais obrigações que a convenção impõe, estão a necessidade de informar sobre a presença de destroços, suas características e a profundidade em que se encontram. Além disso, o texto prevê a instalação de sinalizações adequadas para identificar esses locais e estipula a contratação de um seguro obrigatório para embarcações com peso bruto igual ou superior a 300 toneladas. Essas medidas visam não apenas a proteção do tráfego naval, mas também a prevenção de danos ao meio ambiente marinho, uma preocupação crescente em diversos países.

Se o projeto for aprovado no Senado, ele seguirá para a Presidência da República, que terá a responsabilidade de ratificar a adesão do Brasil à convenção e incorporar suas diretrizes na legislação nacional. A adesão a este tratado internacional representa um avanço importante para o país em termos de comprometimento com a proteção ambiental e a segurança nas águas brasileiras, demonstrando um claro alinhamento com os esforços globais para a preservação dos oceanos e suas respectivas biodiversidades. A aprovação do PDL 269/2024 pode, portanto, ser vista como um passo decisivo em direção a um futuro mais sustentável para a navegação no Brasil.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo