A Coalizão Verde, também conhecida como Pró-Amazônia, é uma carta de intenções que busca concretizar os objetivos da Cúpula da Amazônia, que ocorreu em Belém no mês de agosto. O BNDES, juntamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e outras 19 instituições financeiras dos países amazônicos, está coordenando a iniciativa para criar linhas de financiamento destinadas ao desenvolvimento sustentável da região. Até o momento, já foram anunciados R$ 4,5 bilhões em operações de crédito para microempreendedores individuais e micro, pequenas e médias empresas da região.
Durante a audiência, Mercadante afirmou que esse é um momento histórico para a Amazônia e que é fundamental mostrar ao mundo que a região é um ativo para o Brasil, capaz de atrair investimentos e demandar compensações alternativas. Ele ressaltou que os países ricos não cumpriram a promessa de destinar US$ 100 bilhões à região e que é necessário apresentar propostas ambiciosas. A expectativa é apresentar uma proposta de R$ 100 bilhões de crédito especial para a Amazônia.
Alguns senadores concordaram com Mercadante e defenderam a posição do Brasil de reivindicar uma contrapartida mundial devido à importância da Amazônia para o combate às mudanças climáticas e para a transição energética sustentável. O líder do governo, senador Jaques Wagner, reforçou a importância da pauta verde para a economia do país e destacou avanços na área da mobilidade elétrica, como os ônibus e carros elétricos que estão sendo implementados.
Mercadante destacou ainda que o Brasil está vivendo uma “janela histórica de oportunidades” em meio a um cenário de crises e transformações globais. Ele ressaltou a importância da matriz energética limpa do país, sua estabilidade diplomática e sua biodiversidade. O presidente do BNDES informou também que a demanda de crédito na região da Amazônia aumentou 204% no banco e que até setembro deste ano foram liberados R$ 10 bilhões para iniciativas privadas na região.
A regularização fundiária foi apontada como uma das principais ações para impulsionar o desenvolvimento sustentável na região. Alguns senadores lamentaram a falta de cumprimento de acordos internacionais e ressaltaram a importância da regularização fundiária como forma de reduzir a desigualdade na região. Mercadante concordou com essas questões e destacou que é possível conciliar a produção sustentável com as exigências do mercado internacional e do Código Florestal brasileiro.
Em resumo, a audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente teve o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, como destaque. Ele revelou que a Coalizão Verde está trabalhando em uma proposta de crédito especial de R$ 100 bilhões para a Amazônia. A regularização fundiária e a importância da região para a transição energética sustentável foram temas discutidos pelos senadores. Mercadante ressaltou as oportunidades históricas do Brasil e a importância de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável da região. A COP-30 também foi mencionada, com a expectativa de anúncios de novas linhas de financiamento.
