O senador Renan Calheiros, que preside a CAE, enfatizou a relevância da presença do dirigente do BC, afirmando que existem muitas dúvidas em relação às ações da instituição durante a crise do Banco Master. Renan destacou que, apesar de o Banco Central ter emitido 23 notificações de irregularidade ao Master ao longo dos anos, pouco foi feito até a intervenção oficial em dezembro de 2025. O senador também mencionou uma polêmica envolvendo Galípolo e seu antecessor, Roberto Campos Neto, em relação a supostas irregularidades cometidas quando este último era diretor do Banco Santander.
Além das explicações de Galípolo, a CAE enfrenta uma lacuna informativa, já que documentos relevantes sobre o caso do Banco Master não foram entregues pela presidência do Banco Central. Em resposta a essa preocupante situação, a comissão criou um grupo de trabalho em fevereiro para investigar as fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master, sob a liderança do próprio Renan.
No decorrer das discussões na comissão, os senadores aprovaram solicitações para que o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), bem como o presidente do Banco de Brasília (BRB), apresentem informações e documentos referentes a uma série de operações financeiras, incluindo a aquisição de carteiras do Banco Master pela Caixa Econômica Federal.
Outro ponto em pauta no encontro foi a questão das dívidas dos produtores rurais. Renan Calheiros informou que houve um compromisso entre senadores e deputados de se reunir com o governo para discutir estratégias de renegociação. Ele ressaltou que, caso a proposta do governo não atenda adequadamente às necessidades do setor agrícola, a CAE deverá priorizar a votação do projeto de lei 5.122/2023. Esta proposta visa estabelecer uma linha de financiamento especial para os produtores rurais afetados por intempéries climáticas.
A relatoria de Renan apontou que a análise detalhada do projeto poderia atrasar a liberação dos recursos, uma vez que qualquer alteração exigiria uma nova votação na Câmara dos Deputados. A senadora Tereza Cristina e outros colegas expressaram preocupação com as dificuldades enfrentadas pelo setor rural e pediram ações mais contundentes para enfrentar a crise, clamando por uma atenção especial do governo a essa questão vital.
