Durante sua exposição, Galípolo defendeu a atuação do Banco Central como rápida e eficiente, especialmente em relação ao afastamento de servidores suspeitos de manter relações comprometedoras com o banqueiro Daniel Vorcaro. Essa medida, segundo Galípolo, foi crucial para garantir a credibilidade e a transparência nas operações do banco durante o episódio conturbado. O presidente reafirmou o compromisso do Banco Central em zelar pela integridade do sistema financeiro e enfatizou a necessidade de ações rápidas para evitar que situações como essa se repitam.
Outro ponto central da audiência foi o pedido de Galípolo ao Senado para que fosse aprovada uma maior autonomia orçamentária para o Banco Central. Ele argumentou que tal autonomia é essencial para permitir que a instituição possa aprimorar suas capacidades de fiscalização, especialmente em um ambiente cada vez mais complexo e desafiador. Galípolo acredita que, com mais recursos e independência, o Banco Central poderá fortalecer seu papel fiscalizador e atuar de maneira mais eficaz na prevenção de fraudes e descontrole no mercado financeiro.
Na sequência da audiência, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se prepara para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que visa garantir essa autonomia de forma formal. A aprovação dessa PEC é vista como um passo fundamental para consolidar a independência do Banco Central e assegurar uma supervisão mais robusta e proativa do sistema financeiro em face das constantes mudanças e desafios do setor. O assunto continua a suscitar debates intensos e é fundamental para o futuro da política econômica do país.





