SENADO FEDERAL – Avanço Tecnológico Impulsiona Crime Organizado, Alerta Jornalista em CPI: Urge Articulação Nacional Contra Novas Ameaças de Facções Criminosas.

Na última quarta-feira, durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o renomado jornalista investigativo Bruno Paes Manso, associado à Universidade de São Paulo (USP), detalhou como a evolução tecnológica e a crescente interconexão com o mercado global têm servido como catalisadores para o crime organizado no Brasil. Em sua apresentação, Manso destacou a importância de compreender as novas dinâmicas que cercam as organizações criminosas.

O especialista ressaltou que a digitalização e as inovações financeiras, como as criptomoedas, tornaram-se ferramentas fundamentais para as facções. Esses recursos não apenas facilitam a lavagem de dinheiro, mas também permitem que os grupos se movimentem de forma discreta e eficiente em diferentes países. Além disso, a emergência de plataformas de apostas — que têm prosperado na era digital — proporciona novas oportunidades para o ocultamento de rendas ilícitas, complicando ainda mais a tarefa das autoridades que buscam reprimir essas atividades.

Outro ponto abordado foi a utilização de tecnologia de comunicação via satélite, que permite que facções mantenham contato e coordenem operações mesmo em áreas remotas, onde o acesso à internet convencional é limitado. Esta capacidade de se comunicar instantaneamente, independentemente da localização, representa um desafio significativo para as forças de segurança, que frequentemente se veem um passo atrás em relação a essas organizações adaptáveis.

Diante desse panorama, Manso enfatizou a urgência de uma articulação nacional mais robusta para combater o crime organizado. Ele defendeu a criação de estratégias integradas que envolvam não apenas a polícia e as forças armadas, mas também a participação de diferentes esferas do governo e da sociedade civil. O colaborador da USP argumentou que, para enfrentar as organizações criminosas, é crucial que o Brasil se una em uma frente comum, levando em conta que a atuação de tais grupos transcende as fronteiras estaduais, revelando uma rede complexa que liga o cenário nacional ao internacional.

Portanto, a reflexão proposta por Bruno Paes Manso abre caminho para uma urgência na reformulação das políticas de segurança pública, enfatizando que o enfrentamento do crime organizado requer não apenas medidas de repressão, mas também uma compreensão profunda do novo ambiente em que essas organizações operam.

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