A entrega do painel contou com a presença do presidente do Senado Rodrigo Pacheco, além de outros senadores e da diretora-geral Ilana Trombka. Pacheco afirmou que é essencial lembrar do ocorrido para evitar novos ataques contra a democracia, e a iniciativa de Vik Muniz foi elogiada como um “ato de generosidade, de respeito e de consideração de um artista consagrado para com o Congresso Nacional, o Senado Federal e a democracia”.
Vik Muniz destacou a importância de marcar a história do Senado, trazendo a ideia de reconstrução em sua obra, feita com os restos de um momento tão difícil. O artista explicou que a arquitetura moderna do Congresso não deixa marcas visíveis, então a arte foi utilizada como uma ferramenta poderosa para continuar a discussão sobre a fragilidade que ronda todas as democracias.
O processo de construção da obra contou com aproximadamente 4 toneladas de destroços do Senado, que foram transportados ao Rio de Janeiro, onde fica o ateliê de Vik Muniz. O artista ressaltou que o Palácio do Congresso é o principal símbolo da democracia no país, e o painel fotográfico será uma lembrança permanente desse momento da história brasileira.
Durante a solenidade, foi apresentado um teaser do documentário “Arte no Congresso”, produzido pela TV Senado, que mostra todo o processo de elaboração da obra. Além disso, um livro sobre o tema está em fase de produção pela equipe da Agência Senado. A produção da peça faz parte das comemorações do Bicentenário do Senado.
Vik Muniz, um dos artistas plásticos brasileiros mais renomados da atualidade, é conhecido por suas obras utilizando materiais inusitados, como chocolate, geléia e sucata. Ele é mais conhecido pela série “The Sugar Children” e pelo filme “Lixo Extraordinário”. Suas obras estão espalhadas por museus em diversos países.
Essa iniciativa da arte torna-se um símbolo de resistência democrática e um marco na história do Senado brasileiro, representando a superação e a reconstrução após momentos difíceis. O trabalho de Vik Muniz agora fará parte do roteiro de visitações do Congresso, sendo a única obra de um artista vivo a ser exposta na Casa.





