Roraima, que passou por anos de dificuldades em termos de um fornecimento de energia sustentável, viu sua situação mudar com a recente interligação ao sistema elétrico nacional. Contudo, essa mudança trouxe à tona um novo desafio: um aumento significativo nas tarifas de eletricidade. Acioly, em sua análise, considerou esse aumento como injusto, ressaltando que, sem um mecanismo de proteção apropriado durante essa transição, os cidadãos enfrentariam taxas que poderiam ultrapassar 24%.
O descontentamento de Acioly reflete um sentimento mais amplo entre os roraimenses que, após tanto tempo lidando com problemas de energia, esperavam melhorias e não obstáculos financeiros adicionais. Ela enfatizou que a solução deve ir além de simples ajustes tarifários e envolver um comprometimento real com o bem-estar da população.
Sua visão é clara: a justiça social deve ser um fator central na formulação de políticas públicas, especialmente em setores essenciais como o fornecimento de energia. A atuação da Aneel, nesta perspectiva, deve visar não apenas equilibrar contas e orçamentos, mas também garantir que a transição energética em Roraima seja feita de maneira equitativa e sensível às necessidades da população.
Nesse cenário, o papel da Aneel e de outras entidades reguladoras torna-se crucial, pois decisões tomadas agora afetarão diretamente o cotidiano dos roraimenses, que merecem não apenas estabilidade no fornecimento, mas also um tratamento justo em relação ao que pagam por esse serviço essencial.





