SENADO FEDERAL –

Acupuntura é regulamentada no Brasil com novas diretrizes e veto a formação técnica

A regulamentação do exercício da acupuntura no Brasil acaba de ser formalizada com a sanção da Lei 15.345, publicada no Diário Oficial da União em 13 de junho de 2023. Este avanço na legislação, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece um arcabouço legal que organiza e torna mais profissional a prática da acupuntura em todo o país.

A nova lei define acupuntura como um conjunto de técnicas que utilizam agulhas para estimular pontos específicos do corpo humano. O principal objetivo é promover o equilíbrio das funções físicas e mentais dos pacientes. A norma é clara ao permitir que procedimentos acupunturais possam ser aplicados durante outros atendimentos na área da saúde, desde que haja autorização dos conselhos profissionais competentes. Além disso, o profissional que desejar integrar esses métodos ao seu atendimento será obrigado a passar por um curso de extensão em instituições de ensino devidamente reconhecidas.

Para o exercício da acupuntura, a nova legislação contempla diferentes perfis de profissionais. São habilitados a atuar na área aqueles que possuem diploma em acupuntura, diplomas equivalentes obtidos no exterior, ou ainda, profissionais da saúde que tenham título de especialista reconhecido em acupuntura. Além disso, a lei também assegura que indivíduos com experiência comprovada de pelo menos cinco anos na atividade, mesmo que sem formação formal, possam atuar na área.

Entretanto, a sanção não foi isenta de controvérsias. O governo vetou trechos da legislação que permitiriam a atuação de acupunturistas formados por cursos técnicos e que asseguravam a conclusão de cursos iniciados antes da vigência da nova lei. A justificativa do Executivo alega que esses vetos são fundamentais para garantir a segurança e a proteção à saúde coletiva, com o respaldo dos Ministérios da Saúde e da Educação.

Agora, cabe ao Congresso Nacional decidir sobre a manutenção ou a derrubada desses vetos, o que poderá trazer novas discussões sobre a formação e a atuação de acupunturistas no Brasil. O futuro da prática, portanto, passa por um intenso debate legislativo que deve considerar os interesses dos profissionais de saúde e a segurança dos pacientes.

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