Senado dos EUA rejeita pela quarta vez limitação de poderes de Trump em guerra contra o Irã, enquanto prazo de autorização se aproxima do fim.

O Senado dos Estados Unidos rejeitou, pela quarta vez, uma proposta que tinha como objetivo limitar os poderes do presidente Donald Trump em relação a ações militares contra o Irã. A resolução foi derrubada com 52 votos a favor da rejeição e 47 contra, refletindo um padrão de votação predominantemente partidário. A medida, que se baseava na Lei de Poderes de Guerra, buscava impor restrições às operações militares sem a autorização prévia do Congresso.

A votação ocorre em um contexto em que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro de 2026, estão se aproximando do prazo legal de 60 dias que exige autorização congressional para ações militares prolongadas. O presidente pode, no entanto, estender este período por mais 30 dias com a justificativa de segurança nacional. Apesar do apoio sólido à Trump entre a maioria dos republicanos, alguns parlamentares da sua própria linha política começaram a expressar preocupações sobre os custos e as consequências de uma guerra prolongada.

Os democratas, por sua vez, têm se mostrado determinados a reapresentar a proposta semanalmente, mesmo que não haja expectativas de aprovação, com o intuito de registrar publicamente a posição de cada membro do Senado sobre a prolongação do conflito. Entre os votos da recente votação, destaca-se o do senador democrata John Fetterman, que se alinhou aos republicanos para rejeitar a medida. Enquanto isso, o republicano Rand Paul foi um dos poucos a apoiar a resolução, seguindo sua postura em votações anteriores.

O senador Josh Hawley, também republicano, comentou a necessidade de encerrar rapidamente o conflito, manifestando a expectativa de que avanços diplomáticos possam surgir nos próximos dias. Essa divisão entre os parlamentares, somada ao crescente descontentamento em relação a uma guerra prolongada, coloca a administração de Trump em um cenário tenso, onde o apoio de seus aliados pode questionar a continuidade de sua estratégia militar no Oriente Médio. Enquanto isso, a Casa Branca e os líderes militares continuam a afirmar que a guerra está “próxima do fim”, embora haja incertezas quanto à sua duração real.

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