Na madrugada deste sábado, 8 de julho, o Senado dos Estados Unidos finalizou uma maratona de votações que se estendeu por quase 20 horas, dando continuidade a uma série de prioridades legislativas. Contudo, o polêmico SAVE America Act, apoiado pelo ex-presidente Donald Trump, não conseguiu avançar durante as discussões.
O SAVE America Act propõe uma reformulação drástica nas regras de registro e votação nas eleições federais, com o objetivo de barrar o voto de cidadãos não americanos. Trump, que vinha pressionando os senadores em busca de uma aprovação do projeto antes do recesso de verão, queria que a proposta fosse colocada em pauta, mas a falta de apoio entre os republicanos, assim como a oposição explícita dos democratas, dificultou a sua viabilidade.
Durante a sessão, senadores republicanos discutiram com Trump um plano alternativo que visa ressuscitar parte da proposta em setembro, quando as atividades legislativas forem retomadas. Eles sugeriram que tal ação ocorra dentro de um pacote orçamentário mais amplo, que incluiria financimentos voltados para ações no Irã e reestruturação do Pentágono.
O senador John Thune, líder dos republicanos no Senado, tem se esforçado para conciliar as exigências do ex-presidente com a realidade da escassa maioria que seu partido possui na Casa. A dinâmica política atual exige que as pautas sejam cuidadosamente negociadas, já que a aprovação do SAVE America Act depende da colaboração bipartidária.
Apesar do insucesso referente ao projeto de lei sobre votação, outras iniciativas ligadas a Trump avançaram durante a longa sessão. A confirmação de Todd Blanche como procurador-geral foi uma das vitórias, assim como a aprovação de um pacote de sanções à Rússia como apoio à Ucrânia, demonstrando que a agenda da administração ainda permanece ativa em outras frentes legislativas.
Por ora, a tentativa de estabelecer regras mais rigorosas para a identificação de eleitores em eleições federais não obteve sucesso, deixando indefinidas as perspectivas para o SAVE America Act. A política nos Estados Unidos segue marcada por desavenças e desafios que se desenrolam em meio a um cenário eleitoral já conturbado.
