Durante o encontro, a preocupação com os efeitos colaterais das guerras já se manifestou. A senadora Tereza Cristina, uma voz ativa no debate, enfatizou que, embora o Brasil não esteja diretamente envolvido nos conflitos, sua economia já sente os impactos. “As guerras não afetam só os barris de petróleo ou as bombas em solo inimigo. Elas têm consequências diretas no nosso dia a dia, afetando setores vitais como fertilizantes, diesel, transporte, seguros e até mesmo as exportações de grãos”, ressaltou.
A senadora não hesitou em classificar a situação como “grave” e alertou para a necessidade de uma ação imediata para proteger os interesses dos produtores brasileiros. Tereza Cristina também promoveu a aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023, que está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos. Este projeto é fundamental, pois propõe a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para estabelecer uma linha de financiamento direcionada a produtores rurais impactados por eventos climáticos extremos.
A reunião promete ser um espaço importante para o compartilhamento de ideias e a formulação de estratégias que visam não só a manutenção da produção agrícola, mas também a proteção da segurança alimentar no Brasil. Com a crescente instabilidade mundial, as instituições políticas brasileiras precisam se mobilizar em defesa de uma agricultura resiliente e sustentável, garantindo que os efeitos das incertezas externas não sejam sentidos de forma devastadora no campo e, consequentemente, na mesa do consumidor. A expectativa é que, ao final do encontro, ajustes e medidas concretas possam ser adotados na busca por uma agricultura mais forte e menos vulnerável às crises internacionais.
