A indicação não é algo recente; foi formalizada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 6 de janeiro deste ano. Além de Lobo, outro nome indicado foi o de Igor Muniz, que assumirá o cargo de diretor na autarquia. É importante destacar que, neste momento, a CVM enfrenta a situação de possuir três vagas em sua diretoria, mas até o momento o governo apenas apresentou duas indicações.
Durante a sabatina que precedeu a votação, Otto Lobo foi confrontado sobre algumas decisões polêmicas de sua atuação anterior como diretor, especialmente no que diz respeito ao Banco Master. Os senadores Eduardo Girão e Eduardo Braga levantaram questões sobre uma deliberação de 2023, na qual Lobo optou por barrar uma oferta pública de aquisição que envolvia uma empresa do grupo Master, desconsiderando uma análise técnica favorável do órgão. Ao fazer isso, utilizou o voto de qualidade, que lhe conferiu a palavra decisiva no processo.
Em sua defesa, Lobo argumentou que todas as suas decisões foram tomadas com base técnica sólida e reafirmou que a legislação vigente não permitia a imposição de oferta pública de aquisição (OPA) contra o controlador não.
Ademais, o processo envolvendo a empresa Ambipar e o grupo Master foi tema de investigações pela CVM, que apontaram um possível conluio para manipular o valor das ações da multinacional. Diante disso, Lobo foi questionado sobre um suposto apoio do empresário Joesley Batista à sua nomeação, o que ele negou firmemente.
“Não tenho informações sobre quem apoia ou não minha candidatura, mas posso afirmar com convicção que todas as minhas decisões foram pautadas por fundamentos técnicos”, declarou Otto Lobo, reforçando sua cadeira na CVM em meio a um panorama que atualiza o comando da regulação do mercado de valores mobiliários no Brasil.
