Elaborada pelo Poder Executivo, a proposta contém um sistema de monitoramento que prevê avaliações bianuais das metas, abarcando diversas etapas educacionais, desde a educação infantil até a educação superior, além de temas como diversidade, inclusão e educação profissional. O novo plano tem a missão de substituir o PNE anterior, que se estendia até 2025, e foi aprimorado por meio de sugestões de um grupo de trabalho que envolveu não apenas o Ministério da Educação, mas também contribuições de estados, municípios e da sociedade civil, assim como debates realizados durante a Conferência Nacional de Educação em janeiro de 2024.
Teresa Leitão, presidente da comissão e relatora do projeto, destacou a importância da participação coletiva no processo de desenvolvimento do PNE. Sua batuta na tramitação do projeto levou à aprovação de emendas de redação, enquanto 23 das 28 propostas apresentadas por outros senadores foram rejeitadas para evitar alterações que poderiam complicar o retorno da matéria à Câmara dos Deputados. Ela enfatizou ainda a urgência de finalizar a tramitação, destacando a ausência de um plano em vigor, que cria um cenário de insegurança jurídica e operacional para as políticas educacionais.
Durante o debate, senadores como Damares Alves expressaram preocupações sobre a falta de um diálogo mais amplo, afirmando que o texto não reflete completamente as demandas conservadoras. A senadora criticou a limitação do debate e pediu por um acompanhamento contínuo do plano, sugerindo mudanças futuras para atender às novas realidades sociais, como no caso da educação domiciliar.
Apesar das críticas, Teresa Leitão defendeu que o novo PNE inclui contribuições cruciais, especialmente em termos de financiamento, e promoveu a ideia de um grupo de trabalho no Senado para monitorar a eficácia das metas propostas. Com um sistema de governança e controle social bem definido, o novo plano promete proporcionar um acompanhamento robusto da implementação das diretrizes, assegurando que as futuras atualizações possam ser feitas de maneira informada e participativa. A expectativa é que, mesmo sem consenso, o projeto aprofunde o diálogo em prol de uma educação de qualidade para todos os brasileiros.






