A EFTA, criada em 1960, tem como propósito promover a integração econômica e comercial entre seus membros, que, juntos, somam uma população de aproximadamente 15 milhões de habitantes. Esses países apresentam um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 1,4 trilhão, destacando-se por suas elevadas rendas per capita.
Originado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, o acordo é extenso e abrange 16 capítulos, abordando diversos temas essenciais, como comércio de bens, defesa comercial, barreiras técnicas, serviços, investimentos, e até mesmo questões ambientais. Além disso, o tratado estabelece normas para a solução de controvérsias e disposições institucionais, refletindo a complexidade e a importância das interações comerciais entre as partes.
Um dos pontos mais significativos do acordo é a previsão de isenção tarifária para aproximadamente 97% das transações comerciais entre o Brasil e os países da EFTA, com uma redução gradual para cerca de 1,2% das operações. Os produtos agrícolas têm uma atenção especial, com itens como laticínios, chocolates e fórmulas infantis inseridos no sistema de quotas tarifárias, refletindo a relevância das trocas nessa área.
Em contrapartida, os países da EFTA comprometeram-se a eliminar completamente as tarifas de importação em setores industriais e pesqueiros assim que o acordo entrar em vigor. Isso abrirá espaço para que produtos brasileiros tenham acesso livre ao mercado europeu, abrangendo quase 99% do valor exportado nas áreas agrícola e industrial. O Brasil ainda poderá usufruir de quotas agrícolas disponibilizadas por Suíça, Liechtenstein e Noruega, envolvendo produtos como carne bovina, aves, milho e óleos vegetais.
Essa nova etapa nas relações comerciais promete fortalecer os laços entre o Brasil e os países da EFTA, promovendo um ambiente de negócios mais dinâmico e oportunidades de crescimento mútuo.





