Seminário debate estratégias para o controle da tuberculose

Médicos e enfermeiros das IX e X Regiões de Saúde estiveram reunidos em um seminário, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), para debater o manejo clínico, as formas de diagnóstico, tratamento e acompanhamento da tuberculose em Alagoas. O evento foi realizado no auditório da Câmara de Dirigentes Lojista (CDL), no Centro de Maceió.

O seminário teve a intenção de incentivar os técnicos da Atenção Básica a atuarem na contenção da doença. Durante a abertura do evento, a técnica do Programa de Combate à Tuberculose da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Alda Léa Rodrigues, lembrou que o encontro foi essencial para propagar informações sobre a doença, fornecer a baciloscopia para diagnóstico, além de orientar os pacientes a não abandonarem o tratamento, que tem duração de seis meses.

Outros temas foram evidenciados pelo médico Melquisedeque Silva, como o processo de implantação do teste rápido de tuberculose no Brasil, os dados sobre o avanço no controle infecção da tuberculose e HIV e as metas para o controle da doença. “As mortes prematuras por tuberculose, associada a doenças crônicas não transmissíveis, causadas por fatores de risco, como o consumo de tabaco e o uso nocivo do álcool, também foram temas abordados”, salienta o médico.

Para Neusvaldo Henrique de Brito, médico do Programa Saúde da Família (PSF) do município de Monteirópolis, o seminário despertou a consciência social de seu papel em trabalhar com a prevenção. “A importância está na atualização e no foco em doenças que estão prevalentes no Brasil”, destacou.

Incidência

Em 2016, Alagoas registrou 1.055 casos novos de tuberculose e o percentual de cura foi 64%. No Brasil, anualmente, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos de tuberculose, sendo a terceira causa de morte por doenças infecciosas, representando 4.500 mortes ao ano.

Coinfecção TB/HIV

A associação entre tuberculose e infecção pelo HIV tem repercussões negativas na evolução das duas doenças. “O diagnóstico precoce de infecção pelo HIV em portadores de tuberculose ativa e o início oportuno da terapia antirretroviral reduzem a mortalidade na coinfecção TB-HIV”, explicou Alda Rodrigues.

O teste para diagnóstico do HIV (rápido ou sorológico, mas preferencialmente o teste rápido) deve ser oferecido o mais cedo possível a todo indivíduo com diagnóstico de tuberculose, independente da confirmação bacteriológica. A oferta de testes rápidos vem aumentando no Estado, o que vem possibilitando a melhora na detecção da coinfecção.

Desafios

A doença tem cura e o tratamento é disponibilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde, geridas pelas prefeituras. Contudo, ainda apresenta novos desafios quando surge em pessoas vivendo com HIV/Aids.

“Essa população é considerada um grupo especial, que traz consigo vulnerabilidade maior. Em função disso, o Ministério da Saúde recomenda que todos os casos confirmados de tuberculose realizem o teste anti-HIV e que todas as pessoas portadoras do vírus HIV sejam avaliadas anualmente para a identificação ou não do bacilo da tuberculose. Caso a presença de ambos os agravos seja confirmada, o tratamento antirretroviral, quando pertinente, é garantido nos serviços de referência”, atesta o documento.

Ascom – 31/08/2017

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