Os comerciantes têm notado uma diversificação interessante nas escolhas dos consumidores, que não apenas se voltam para os itens tradicionais da Semana Santa, mas também buscam espécies menos conhecidas, como a arabaiana e a cavala. Com preços que podem atingir até R$ 80 por filé, a oferta tem suas flutuações, mas os consumidores parecem dispostos a investir, priorizando a tradição mesmo diante de valores altos.
George Gomes, pescador e morador de Atalaia, compartilha sobre a importância dessa tradição familiar. Segundo ele, embora a variedade de peixes em sua região seja limitada a opções como tilápia e pescada, a visita a Jaraguá é imprescindível para reviver memórias e manter os costumes vivos. “Semana Santa é sinônimo de comida de peixe, não pode faltar. Mesmo enfrentando dificuldades, como estar acidentado, a tradição deve ser mantida. É gratificante vir aqui e procurar cioba, sirigado e camarão”, afirmou.
Essa dinâmica de aumento na demanda, especialmente durante a Semana Santa, tem um impacto positivo na geração de renda, não apenas para os comerciantes e pescadores, mas também para muitos trabalhadores informais que se beneficiam com o movimento das vendas. Esse fenômeno, portanto, não é apenas econômico, mas ressalta a relevância da cultura local, que é reforçada através dos hábitos alimentares e dos encontros familiares durante essa festividade.
Os vendedores estão otimistas e esperam que o fluxo de clientes siga em alta até o final do feriado. Esse período é considerado um dos mais importantes para o setor pesqueiro da capital alagoana, destacando a interconexão entre tradição, cultura e economia que caracteriza a Semana Santa em Maceió.





