Uma das principais diretrizes é observar a qualidade do bacalhau. Mudanças na coloração, como manchas avermelhadas ou pontos pretos, podem ser indicativos da presença de bactérias ou de fungos, o que compromete o produto. Além disso, é crucial verificar o tipo de sal utilizado para a conservação do peixe: somente o sal grosso é considerado apropriado. O uso de sal fino é expressamente proibido, pois pode acarretar problemas na conservação adequada do alimento.
Outra questão relevante é a autenticidade do bacalhau vendido. Nem todo peixe rotulado como “bacalhau” é um representante genuíno da espécie. Apenas as variedades Gadus morhua, popularmente conhecida como Porto ou Porto Morhua, e Gadus macrocephalus, chamada de Portinho ou Codinho, são reconhecidas como verdadeiros bacalhaus. Espécies como Saithe, Ling e Zarbo, que frequentemente são comercializadas como bacalhau por preços mais acessíveis, não se enquadram na categoria legítima e devem ser vendidas como pescado salgado ou salgado e seco.
Para os que optarem por adquirir peixe fresco, há critérios específicos a serem seguidos. A aparência e textura são fundamentais: guelras avermelhadas, olhos bem arredondados e escamas que estão firmemente aderidas ao corpo são sinais indicativos de um produto de qualidade. A presidente da Vigilância Sanitária Municipal, Aline Borges, enfatiza a importância de comprar peixes com o ventre íntegro, pois qualquer sinal de rompimento pode apontar para a deterioração avançada do produto. Para uma melhor conservação, Aline recomenda que as vísceras sejam retiradas antes de armazenar o peixe, o que contribui para a manutenção da sua frescura e validade.
Essas orientações são essenciais para que os consumidores possam desfrutar de um bacalhau seguro e saboroso durante as festividades, sem comprometer a saúde.





